Sinto falta de um sorriso, de uma voz em meu ouvido. De dedos dedilhando meu cabelo, de massagem nos meus dedos, de repouso pro meu amor. Porque eu mesmo quando não estou amando, ainda amo. Sinto falta de acordar e ganhar beijos nos olhos, de alguém reparando na cor do meu esmalte toda semana, de alguém reclamando que passei gloss. Sinto falta de sms´s com músicas inusitadas pra falar dos sentimentos mais clichês, sinto falta de entender porque eu, se eu não sou ninguém. Sinto falta de receber ligações curtas e muito significativas “liguei pra dizer que te amo, tchau”. Sinto falta de ter vontade de assistir filmes, ou de dormir no ombro aconchegante na sala do cinema. Eu sinto falta de mim quando amo. Do mundo bonito e cheio de esperança que eu vejo mesmo quando assisto telejornal. Sinto falta de abraço, de colo, de pequenas brigas e até de longas discussões. Sinto falta de ter alguém em quem pensar antes de dormir e logo ao acordar. Sinto falta de ter vontade de ler textos românticos – eu não leio mais – nem vejo filmes bonitos. Eu não quero ver o que eu não vivo mais.
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